terça-feira, 11 de novembro de 2014


Mais um tema enviado pelas Educadoras da Educação Especial.

Dados disponíveis sobre Violência Doméstica.

A violência contra as mulheres acontece, principalmente, em relacionamentos íntimos. Segundo dados da União Europeia, uma em cada cinco mulheres sofreu maus-tratos por parte do seu marido ou companheiro, pelo menos uma vez na vida.
Em Portugal, de acordo com dados do Ministério da Administração Interna, de 2000 a 2005, foram contabilizadas 89213 vítimas de violência doméstica, o que significa uma média de 40 vítimas por dia.
 Existem vítimas de todas as categorias de género e classes etárias. No entanto, na sua grande maioria, elas são mulheres adultas com 25 ou mais anos de idade.
A violência doméstica assume muitas vezes contornos de extrema gravidade, podendo inclusivamente levar à morte.
De acordo com o Observatório das Mulheres Assassinadas, em Portugal, no ano de 2005, 33 mulheres foram mortas no seio familiar, 29 pelo companheiro, ex-namorado ou parceiro, e quatro por outros familiares.
De acordo com os dados das forças de segurança de Cascais, a PSP e a GNR registaram, em 2005, 342 situações de maus-tratos ocorri­dos no Concelho de Cascais o que em termos médios, corresponde a 7 crimes de maus tratos por semana.

Assistir, ouvir ou ter conhecimento de atos de violência praticados contra o pai ou a mãe constitui uma ameaça ao sentimento de estabilidade e segurança da criança que deve ser proporcionado pela família

As crianças nestas circunstâncias poderão sofrer de maiores problemas emocionais e comportamen­tais.
Algumas crianças que sofrem destes problemas manifestam reações traumáticas de stress (pertur­bações do sono, reações intensificadas de pânico, preocupação constante sobre um possível perigo).
As crianças que convivem com a violência doméstica estão expostas a um maior risco de sofrer danos físi­cos ou abusos na infância (físicos, emocionais).
As crianças poderão manifestar uma forte ambivalên­cia para com o progenitor violento: o afeto coexiste com o ressentimento e o desapontamento.
As crianças poderão imitar e aprender as atitudes e os comportamentos moldados quando ocorrem maus-tratos por parte de um progenitor.
A exposição à violência poderá dessensibilizar as crianças para o comportamento agressivo. Quando tal acontece, a agressão torna-se “normal” e tem menos probabilidade de causar preocupação nas crianças.
O agressor poderá usar os filhos como uma tática de controlo das vítimas.
Seguem-se alguns exemplos:

·         Afirmar que o mau comportamento dos filhos é a razão das agressões contra o progenitor não ofensor;
·         Fazer ameaças de violência contra os filhos e os seus animais de estimação diante do progenitor não ofensor;
·         Manter os filhos como reféns ou raptá-los como uma forma de castigar a vítima adulta ou obter condescendência;
Contar aos filhos coisas negativas sobre o com­portamento do progenitor abusado

Sem comentários:

Enviar um comentário

Berta Isla - Javier Marías

Evocação do dia internacional dos Direitos Humanos

Evocação do dia internacional dos Direitos Humanos Na sequência de outras sessões de cinema promovidas pela equipa da biblioteca, no dia 16 ...