sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021






Mais uma sugestão para o 12ºano


A tradução de Em Busca do Tempo Perdido por Pedro Tamen era uma das mais aguardadas dos últimos tempos. E os leitores não ficarão, decerto, desiludidos. Pelo contrário. Mesmo quem já conhecia o original, lê, fascinado, e até ao fim, esta tradução. Aqueles que não o conhecem, mas certamente dele já ouviram falar (Em Busca do Tempo Perdido é uma das obras-primas da literatura do século XX, ao lado de Ulisses de Joyce, do Livro do Desassossego de Pessoa, e poucos outros) não podem perder esta edição. Acaba de sair o primeiro volume, Do Lado de Swann, o segundo sairá ainda este Verão, e os outros até ao final do primeiro semestre de 2004. Como afirmou o poeta e tradutor Pedro Tamen em entrevista a Maria da Conceição Caleiro (Público, Mil Folhas, 21/06/03), «não é possível contar [Em Busca do Tempo Perdido] a ninguém, não existe como história, há meia dúzia de peripécias, de personagens... Ao nível das peripécias há muitas coisas apaixonantes. As mutações quase rocambolescas das personagens, o que era Odette e o que Odette vai sendo ao longo das 3000 páginas... Mas não é isso que interessa. O que interessa é o que isso significa, é o facto de a vida, o mundo, o tempo correr mais depressa do que nós, e no fundo só podermos descobrir o sentido disso quando o tornamos arte, quando o concretizamos em literatura. (...) [Em Busca do Tempo Perdido] é a criação de um universo, no sentido mais universal que a palavra possa conter, através da linguagem.»

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